quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Babel 2

7 da manhã do dia seguinte, e eu ainda estava dentro do ônibus, me apertando, desejando ter um motorista. Cheguei atrasado, sentei na minha cadeira e foi quando Nelly perguntou:
Nelly:"Mauri, onde você estava?"
Mauri:"Aqui..."
E o trabalho começara... Mil idiomas e eu lá, me fazendo comunicar. Desta vez não estava sentado ao lado de Vlademir, e o lindo-loiro-gostoso-dos-olhos-verdes-boca-desenhada-e-bumbum-grande não tinha ido. Sentei-me ao lado de um baixinho maluco e de uma companheira de trabalho da escola. Passamos a manhã falando putaria... Lembro que uma australiana que não sabia nada de português chegou com o baixinho, entregou os documentos, ele lera seu nome.
Baixinho:"Kath... Deve adorar um boquete..."
Sem entender nada, ela sorriu e fez que sim com a cabeça.
Em alguns minutos, Nelly olhou a mim séria e me chamou. Mentalmente eu já ia dando o diagnóstico: "Merda! Sobrou pra mim! Ela descobriu a onda do baixinho com a australiana do boquete", e, querendo que ela me penalizasse de uma vez eu disse-lhe, sorrindo: "Diga, algum problema?", e foi quando ela sorriu e disse: "Como o seu inglês é perfeito (eu não acho) e você domina outros idiomas, é versátil e simpático, estou te escalando para tomar conta das necessidades da princesa da Holanda." GASP! Me sufoquei mentalmente! Mas reagi com frieza, sorri a ela e disse: "tudo bem".
Então, fiquei numa área restrita, cheia de seguranças que ficavam examinando tudo em busca de bombas (Será que essa princesa é querida?) mas acabei me tornando melhor amigo do guarda-costas holandês da fina. Saíamos pra fumar quando a fina estava em reunião, ficavamos fazendo piadas do tamanho da bunda das francesas, roubávamos salgadinhos da sala ao lado...
E a princesa? Bem, ela era muito simpática e se dirigia a mim pedindo que eu chamasse alguém para desligar o ar condicionado, que no dia seguinte mandasse os garçons servirem castanhas de caju na reunião, que ninguém a interrompesse enquanto estivesse em reunião, que mandasse os garçons trazerem salada sem óleo (ela come pouco... nem sei como ela vive, coitada) e, eu estava proibido de tocá-la ou de me aproximar de uma distância de mais de um metro de raio, como se ela estivesse com H1N1.
Nos intervalos, tinha um cara engravatado que passava pelos corredores e ficavamos nos comendo através de olhares.
Quando a princesa foi embora, voltei ao posto inicial e todos me rodearam para que eu contasse detalhes sobre a princesa, notei que Vlademir ficava possesso e sempre começava a falar com seu tom de ironia.
E o Lindo-loiro-gostoso-boca-desenhada-bunda-grande? Não tinha mais ido ao trabalho.

8 comentários:

Cecília disse...

Parabéns!!! Sucesso sempre!!!
Cada dia que passa vejo que tenho que voltar ao curso de inglês...

Beijão!

Anônimo disse...

Uia! Uma princesaaaaa! É, acho que vale a falta do loiro. Mas vc nao contou a ela sua descendencia real tb?????? rs (prefiro o segurança)

Linda disse...

UUaaauuuu parabéns!!!!!! que show hein!!!
estou adorando!! continua!!! kkkkkk

mas que princesa metida né, ficar um metro de distância kkkkk
vc se divertiu hein! coisa boa!!

beijos :)

Karen disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Só você mesmo Mauri!

Vanderson disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk
ôowwnn comédia a do boquete viuu!1
e outra cade o loiro...??
ai aiiI!!
hehehee!

Anônimo disse...

ai ai ... que delícia esta babel ... me vi gozando com este segurança ... kkkkkkkkkk

bjux

;-)

Fabiano (LicoSp) disse...

E sobre a bunda do loiro, vc conversou com o guarda-costas? C tava loko q ele guardasse suas costas não?!??...rs

deve ter sido tudibom, principalmente ver a cara do Vlademir depois....rs

bjs

Cristina Caetano disse...

Que chic! Amei!!! Sucesso!

Beijinhos