Neil me chamou no grindr e eu o ignorei. Na verdade, não o ignorei, mas o coloquei no banho Maria. Ele queria transar no primeiro encontro e, confesso que não estava a fim... Tinha receio de ser o Neil, meu aluno, fazendo alguma brincadeira comigo pois a coincidência era enorme. Até que, uma tarde dessas, ele atualizou a foto do perfil mostrando os braços e a tatuagem "Opa, não é o Neil, o meu aluno!", e aceitei a proposta.
Saímos, transamos.
Então, no meio da semana, ele me convidou para bebermos. Descobri que temos amigos em comum, rimos, meu macaco interior saiu e, mesmo assim... Transamos. (Dica de auto ajuda: namore quem vê o seu macaco interior e ainda quer transar com você).
Saímos de novo, transamos de novo.
Comentei com ele que viajaria a Argentina para procurar um mestrado, ele passou a não me telefonar, a deixar as mensagens do whatsapp visualizadas.
E viajei...
E duas semanas depois, meu instagram recebeu a notificação de que fui excluído da conta de Neil, ao averiguar isso, as fotos de Neil e um outro cara com cara de menino criado a azeite de oliva e #namorado. Era incrível como eles pareciam um clone! Neil número um e Neil número dois namorando! Era tipo aquele meu sonho que eu tive uma vez, no qual eu era clonado para fazer sexo comigo mesmo nos momentos de carência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário